
Não foi à toa que gregos e romanos antigos, Aristóteles e Sócrates entre eles, elegeram a cigarra como símbolo da imortalidade e da ressurreição. Os ventos da primavera acordam as cigarras, que saem de suas tocas e de suas cascas para uma vida breve em que basicamente mamam seiva de árvores e folhas, acasalam e cantam, cantam, cantam.
Está vendo o buraco nas costas das carapaças? Pois é dali que elas surgem, se autoparindo por entre as placas do seu exoesqueleto protetor terrestre. Que fica grudado em outra casca, a das árvores, em cujas ranhuras as jovens cigarras colocarão ovos depois de acasalar.
O ovos amadurecem e liberam larvas que descem e penetram 1 a 2 metros no solo. Passam de 1 a 17 anos, conforme a espécie, a se transformar nesses besouros fortes que na primavera cavam um túnel até a superfície e, só Deus sabe como, se lançam em direção ao tronco da árvore em que se agarram.
Imediatamente começa o parto da cigarra que se formou lá dentro, corpo tatuado e asas deslumbrantes. Mal nasce já começa a cantoria, onde quem grita mais alto é o macho chamando as fêmeas. Ao contrário do que diz a lenda, ninguém estoura. Transam, botam ovos por algumas semanas e morrem.
Ensurdecedora primavera.
Categorias:viver melhor
Tags:cigarras, primavera, soniahirsch, soniahirschoficial
A natureza sempre nos fascinando e surpreendendo.
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Surpreendente é a vida da cigarra, passa a vida quase inteira submergida, escondida, e na primavera, vai em direção à luz para cantar, cantar, cantar, acasalar, perpetuar a espécie e logo morrer!
Viva a cigarra! Viva a Primavera! Viva a Naturaleza!!
Viva o soltar…
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